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Um pensamento velado

Será que um dia alguém me vai ler? Alguém ou alguéns? Gostava. Gostava de ser lida. Não para não ser a única. Por ego? Quem sabe. Eu não sei. Ou sei? Sim, talvez seja ego. Ser vista, ser reconhecida. Ajudar alguém? Também. Gostava que fosse esse o propósito final. O ajudar. Mas acho que não é. Ou Não é mesmo. É egoísta. É egocêntrico. Ego. Eu. Mais uma vez, eu. Acho que sempre fui egocêntrica, mas de uma forma velada. Pensando bem, sempre fui assim. Eu, eu quero, eu sei, eu tenho. Eu não sei, eu não consigo, eu não sou. Sempre a pensar nos outros, a olhar para os outros, a olhar pelos outros, com o objectivo de que olhassem para mim. Condição. Eu ajudo porque quero ser ajudada. Eu faço porque quero que me façam. Eu sou porque quero que sejam. Vida triste a de viver com condições. Não em condições, mas com a condição de. Mas agora assumo. Eu. Assumo-me. Eu só quero pensar em mim. Talvez assumindo o que realmente quero e sou seja verdadeira para com os outros. Eu sou O Fim. Sou Um Fim. E...

Tema de conversa

Há mais um tema de conversa pelo qual eu gostaria de falar com as pessoas (se eu tivesse pessoas com quem falasse): o blog. Aliás, estou a ser injusta. Eu tenho pessoas com quem falar, eu é que, se calhar, não estou muito interessada em partilhar. Ou até estaria se sentisse que gostariam de me ouvir. Se calhar até me gostariam de ouvir, eu é que, neste momento, não sinto isso. Bom, continuando. Para além do tema de conversa "filhos" e "trabalho", gostava de falar sobre este blog às pessoas. Sim, o blog está-me a dar pica para escrever. Gosto de escrever. Acho piada. Ok, nem é tanto achar piada, é mais na onda do desabafo. O desabafo leva a ter uma linha de raciocínio, que leva a algum tipo de explicação, que leva a uma exploração mais a fundo, que leva a ter certos insights. Gosto destas tomadas de consciência e gostaria de partilhar isso com o mundo. Partilhar o meu mundo. E talvez o meu mundo não seja o único. O problema é que o desabafo é isso mesmo. Um desabafo ...

Culpa e Justificação

Sinto-me constantemente culpada. Se fiz, é porque fiz. Se não fiz, é porque não fiz. Se sou assim, não devia ser assim e deveria ser assado. Se não sou assim, porque é que não mudo. Devia fazer assim. Não devia fazer assado. Tenho algo mas deveria explicar porque é que tenho esse algo. Gasto dinheiro? Mas deveria explicar porque é que o gastei. É culpa e explicação. A Explicação, a justificação, andam de mãos dadas com a culpa. É uma constante da vida justificar a minha vida a quem não tem nada a ver com o assunto. Normalmente falo tão pouco e quando não deveria falar é quando falo demais. Lá está, a culpa de não falar na hora certa ou falar demais na hora errada. Há explicação para isto?

Pensar sobre o que os outros pensam

Eu penso. Estou constantemente a pensar. Às até me canso de tanto pensar. Às vezes até fico farta de tanto pensar. Às vezes são pensamentos obsessivos e às vezes são pensamentos que me assolam quando menos espero. E, para ajudar ainda mais à festa, estou sempre a pensar no que é que os outros pensam. E, mais do que isso, penso no que é que pensam sobre mim. Aqui fica a questão: Será que os outros pensam assim tanto em mim? Teem-me assim em tão alta conta? Não me parece. E agora dizer isto ao meu cérebro?

Bloqueio por excesso

Já se sentiram bloqueados por quererem fazer tanta coisa que, no fim, acabam por não fazer nada? Pois bem, assim sempre se regeu a minha vida e após um bloqueio de vazio, de nada, que durou mais de 1 ano e meio, voltei a senti-lo. Acho que existem 2 tipos de bloqueios. O bloqueio que nos paralisa. O medo das escolhas. O não ter ideias. Não ter vontade. Não ter motivação. É a vida estagnada como os links no cimo do poço. E há o bloqueio de querer fazer tanta coisa que uma pessoa se sente assoberbada e acaba por não fazer nada. Qualquer que seja o tipo de bloqueio a convergência é só uma: falta de acção. E falta de acção por medo de escolha. Gostava de escolher mas e se eu não gosto? E... Se os outros não gostam? É lixado pensar sobre o que os outros pensam.