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Escrever um livro

Acho que já estou farta de dizer que quero escrever um livro. A questão que se coloca (que me coloco) é: PORQUÊ? Não sei, já há uns bons meses que tenho esse desejo (esse sonho?). Tenho muitas ideias, muitos começos, até inicio um textozito manhoso, só que, obviamente e como sempre, nunca dou continuidade. Nos entretantos, vejo pessoas à minha volta a escrever livros. Vejo pessoas, conhecidas e desconhecidas, que escrevem sobre os temas que tenho em mente. Vejo pessoas que escrevem e a gramática nem é por aí além. Tenho estes bloqueios: Quero escrever um livro, uma coisa diferente, original, mas parece que toda a gente teve a mesma ideia. Quero escrever mas parecem-me coisas curtas que despacho numa página ou duas. Quero escrever sobre um tema mas outros já escreveram sobre esse preciso tema. Quero escrever mas tenho medo de não ser fluida e fluente o suficientes, com uma gramática excepcional e um vocabulário soberbo. Então acabo por não escrever nada. Vejo outros a realizarem o meu s...

Rascunhos

Isto é um blog. E, supostamente, para manter vivo um blog e manter os leitores interessados, deveria escrever uma publicação por dia. Não estou a conseguir. Tenho tantos rascunhos, tantas ideias, tanta coisa para deitar cá para fora (que pode ou não ser interessante, o que, na verdade, não me interessa) que quero (preciso?) publicar mais por dia. E se alguém ler e saltar publicações? Não faz mal, já que estes podem ou não ter ligação, podem ou não ter seguimento. Um texto pode tocar o coração de alguém mas outro texto pode nem sequer ter nada a ver. Preciso é de escrever. E se escrever tudo num só dia e tiver dias em que o blog fica vazio? Deveria ter um rascunho ou outro para colmatar esses dias de vácuo escriturário. Nem que fosse uma frase. Pois, talvez devesse. Mas não tenho. Este não é um blog para as pessoas. É para mim. É para me esvaziar. Não é para entreter. É para me aprofundar. Para me conhecer? Para ver o mundo. Sem sair de casa?  Sem ser extrovertida? Dentro de um tele...

Repetição

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Quero escrever um livro, quero escrever mais, mas tenho a sensação de que escrevo sempre com as mesmas palavras. Leio muitos livros mas parece que o vocabulário que me fica retido é muito parco. Muito fraquinho mesmo. Também já fiz um curso de escrita criativa pelo IEFP mas não senti que me tivesse preenchido muito. MEMO: fazer alguma coisa em relação a está questão.

6 anos depois

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Eu nem sei por onde começar este texto. Chego à conclusão de que é bom escrever para purgar o que vai cá dentro mas também chego às conclusão de que escrever é deprimente. Pensava eu que estaria a fazer uma coisa nova... Não nova, vá, porque sempre escrevi, mas diferente e vai-se a ver e já tinha feito isto há 6 anos atrás. E tenho agora a ligeira sensação de que, se eu for aos meus cadernos de miúda, devo ter escrito exactamente a mesma coisa (lembrete: ir à arrecadação reler os meus diários de miúda). E é deprimente porque fica escarrapachado o que andei a pensar na altura e mais deprimente ainda pensar que 6 anos se passaram mas não mudou muita coisa. Primeiro que tudo e é o top da deprimência é de que o meu primeiro texto de um qualquer caderno/diário/blog é sempre o mesmo: Quer o meu caderno que comecei desde que iniciei a terapia com a psicóloga, quer o blog, quer o caderno de há 6 anos atrás. "Ah e tal e há anos que não escrevo e escrever faz tão bem e é agora que vou ser r...

Primeiro dia

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 Hoje começa uma nova história. (imagem tirada da internet) Uma história em que finalmente tenha um fim, ou melhor, uma continuidade. Sou uma pessoa muito boa a começar coisas mas péssima a dar continuidade. Já comecei a escrever no meu caderno alguns dos meus pensamentos, emoções, pensamentos obsessivos, pensamentos que não me deixam dormir. Há anos que ouço que deveríamos escrever para libertar espaço na nossa mente. Há anos que indico isso nas minhas consultas. Em pequena escrevia muito. Com a idade fui reduzindo. Nos últimos anos, apesar de ir escrevendo esporadicamente, achava que era uma perda de tempo. Não era bem uma perda de tempo, mas eu queria escrever tanta coisa, tantas ideias, tantos pensamentos, tantas ruminações, que me dava a sensação de que teria de estar a escrever constantemente. Depois, claro, dava-me a preguiça, porque gosto de escrever em papel, mas um telemóvel está sempre à mão, e se fosse escrever teria de ter um caderno em todas as divisões da casa, em to...