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Mundo externo vs. Mundo interno

O que é o melhor para mim? O que é que eu gosto mais? Do que é que eu gosto? Viajar ou escrever? Sair ou ficar em casa? Liberdade em casa ou presa na rua? Porque é que não posso gostar de ambos? Porque é que eu tenho que gostar de algum? Qual é que é aquele que é intrínseco a mim? Gosto de estar no meu canto, no meu mundo, mas fizeram-me crer que é melhor viajar, sair, estar na rua? Penso que sim. E penso que não. E gosto de estar no meu mundo porque eu quero ou é porque me faz sentir confortável? Lembro-me de quando era miúda querer sair mas tinha medo, ficava um pouco na rua mas queria regressar com medo que alguma coisa má me pudesse acontecer. Recordo-me deste medo, de querer voltar para casa porque assim estaria protegida pelos meus pais. Depois dizia que era mais caseira, que não me apetecia sair, só que no fundo, no fundo, tinha medo de sair sem os meus pais. Tenho a sensação de que antes da primária era uma miúda destemida, que corria, que se aventurava, que mexia em tudo, curi...

Segundo filho

Antes de mais, uma pergunta que me tem assolado há algum tempo: PORQUE É QUE TEMOS FILHOS? É por intuição? É por amor? Mas amor a quem? Ao filho que aí vem?  É porque quero ter um filho do meu marido/companheiro? É por mim, que tenho tanto amor para dar que faz todo o sentido partilhá-lo com um filho? Dar continuidade à família? Espécie? Prole? Dar uma educação diferente daquela que recebi dos meus pais? (E isso não é um bocado egoísta, querer ter um filho para fazer diferente dos pais?) E se o filho, por ventura, quiser a mesma forma de educação que eu tive? Eu posso não ter gostado, no entanto, ele pode querer. E SE O INÍCIO DA EXPERIÊNCIA DE UM PRIMEIRO FILHO NÃO É ASSIM TÃO BOA, PORQUE É QUE TEMOS UM SEGUNDO FILHO? É com esperança que ele seja diferente? É como forma de ter uma segunda oportunidade de ter um parto como deve ser? É porque como já sabemos como é que as coisas são, então também já sabemos como reagir? De qualquer forma, já são dois filhos, e mesmo tendo a experiên...

Sentir

Quase todos os dias, desde que nasceste, me pergunto mentalmente se tu me sentes. Quando te toco nas mãozinhas, quando fazemos o Tzzzzzz Tzzzzzz, quando te dou beijinhos nos pés, pergunto-me se sentes. Como sentes?  Como te sentes? Sabes que é a mãe? Sentes o seco, o molhado, o apertar ou alargar? Sentes o suave ou o áspero? Tens uma boa sensação? Quando te faço festinhas na cara e pões as tuas mãos na minha cara, tu gostas?  Será que te ris para me fazer a vontade ou é porque tens mesmo vontade de rir? Será que sabes que sou eu?